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Também é culpa da crise

16 fev

Li na última Exame e dou um ctrl+v aqui:

“Namoradas à beira de um ataque de nervos”

A crise financeira mundial já provocou falências, suicídios e divórcios. E também foi a responsável pela criação de uma inusitada associação denominada Dating a Banker Anonynous (algo como “namoradas de banqueiros anônimas”, numa referência à entidade de ajuda Alcoólicos Anônimos). As participantes são namoradas e ex-namoradas de homens que trabalham ou trabalhavam no mercado financeiro e, desde setembro, precisam aguentar o mau humor, a falta de carinho e, principalmente, a mão fechada de seus pares. Elas se reúnem periodicamente em bares de Nova York e contam suas desventuras no blog www.dabagirls.com, no qual se ajudam a superar a falta de convites para eventos estrelados e jantares nos melhores restaurantes da cidade (aaaaaaahhh, coitadas!!!).

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Vamos combinar que mau humor e falta de carinho são aguentáveis… mas mão fechada?! Tsc tsc =/

Vamos combinar também que a crise virou uma bela desculpa. Para ambos os lados =)

É Cicarelli… abre o olho não…

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E a moda?

30 jan

Nem a mini, mas mega multicolorida Carmen Miranda, que serviu de inspiração para a última SPFW (18 a 23/01) e ressurgiu nos corredores do prédio da Bienal de São Paulo, conseguiu clarear a escuridão das passarelas da maior semana de moda da América Latina. Salvo raras exceções, o que se viu foi preto. Muito preto. As coleções de inverno geralmente são mais sóbrias (o que é super normal e esperado), mas desta vez até a imprensa internacional que veio cobrir o evento, chiou, afinal, queria ver a moda colorida do Brasil! Moda “com cara de Brasil” (não sei o que é isso e nem se existe, mas tudo bem…).

Até Lino Villaventura foi de preto na coleção Inverno 2009

Até Lino Villaventura foi de preto na coleção Inverno 2009

Mas é culpa de quem o preto ser eleito como a cor do inverno 2009 por praticamente todos os estilistas? Dela, claro. Sempre ela. A tal da crise. Nem a moda passa incólume (!) à dita cuja. O momento atual é de tensão, apreensão e perspectivas nada otimistas ao redor do mundo. E como a moda nada mais é que um retrato da realidade e nasce de acordo com o que se vê nas ruas, o resultado não podia ser outro. Roupas sóbrias, escuras, mais simples e sem exageros – como já apontava a tendência Grau Zero (citada aqui no Ateliê em novembro de 2008).

Não se sabe ao certo o que vai acontecer com a gente, com a economia, com a vida e com o Planeta no qual vivemos diante de um cenário tão feio e sinistro, também não é possível prever o caminho que vai trilhar a moda. Portanto resolvi olhar pra trás e relembrar o que aconteceu com as roupas quando aconteceu a última grande crise econômica mundial. Foi mais ou menos assim:

Após uma década de euforia, a alegria dos “anos loucos” chegou ao fim com a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas perderam seus empregos.

Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias.

As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. Os vestidos eram justos e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, também bastante usado na época. Em tempos de crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram os anos 30, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns pesquisadores acreditam que foi a evolução dos trajes de banho a grande inspiração para tais roupas decotadas.
(…)
A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva, o modelo de beleza da atriz Greta Garbo. Seu visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi também muito imitado pelas mulheres. 

Greta Garbo

Greta Garbo

É, vamos ver o que reserva o futuro para os nossos guarda-roupas…

Fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br/anos30.htm

Crise na moda

7 nov

O Portal UseFashion realizou interessante pesquisa com 748 profissionais da área da moda (fabricantes, lojistas, estudantes, prestadores de serviço, etc.) sobre a crise financeira que está abalando o mundo atualmente. Afinal, o que de fato vai sobrar pra este setor no Brasil?
Confiram algumas conclusões:

Quase metade dos entrevistados acha que a crise já impactou negativamente seu negócio (368 respostas). Em grande parte, isso acontece devido à redução na oferta de crédito, segundo 38% da amostra. A perspectiva para o futuro, contudo, é promissora. Enquanto que 345 respondentes ressaltaram que a projeção para os próximos dois anos não foi alterada, 121 afirmaram que o cenário pós-crise é melhor que o que tinham antes. 282 pessoas, 38% da amostra, consideraram que a crise piorou o cenário para seus negócios em 2009/2010.

Oportunidades e ameaças

O setor de moda está se voltando para o mercado interno. Dos respondentes, 53% consideram que as melhores oportunidades para os negócios de moda estão no Brasil, e 33% destes acreditam que é justamente no Brasil que estarão os principais concorrentes. Por ordem de mercados a serem explorados, também aparecem Europa (20%), Ásia (13%), América Latina (7%) e a combalida América do Norte com (3%).

Interessante:

Informação estratégica de moda

Em tempos de incertezas, os 748 respondentes da pesquisa consideraram que os sistemas de informação de tendências de moda são relevantes ou muito relevantes (18% e 58%, respectivamente). Apenas 13 respondentes afirmaram que essas fontes de pesquisa são irrelevantes.

Para ver mais dados da pesquisa, clique aqui.

Aproveitem e leiam sobre a Grau Zero, megatendência para o Inverno 2009, que aponta para um consumo de moda mais consciente (roupas mais sóbrias, sem exageros, nada de ostentação, etc.).