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Eu tenho!

26 jun

Querido Diploma, (graças ao Sr. Gilmar Mendes e cia.) você não vale nada…

diploma Clarissa

… Mas eu gosto de você =)

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Finais

23 jun

“A vida passa, o tempo voa”, a correria só aumenta e tem dias que não consigo passar por aqui. Aí ficam faltando “the ends” de histórias que contei. Ou, na linguagem jornalística, algumas suítes (quem tem diploma de jornalista sabe o que é suíte, ego!).
Minha visita ao Ateliê hoje é justamente para isso: atualizá-los sobre dois causos. O primeiro diz respeito à agressão que sofri no início do ano, pelo proprietário da loja Estrela Persa – que está aqui. Eis que, após o ocorrido, dei continuidade ao caso, fiz um B.O, e muito tempo depois, fui intimada a depor na delegacia da mulher (pra onde obviamente a queixa foi encaminhada). Abri um processo judicial, e na semana passada, teve uma audiência, na qual eu compareci, devidamente acompanhada de um advogado e seu estagiário (lindo o rapaz, precisam ver!), ao contrário do “Sr. Tapetes”, que não foi. Parece que o Sr. Hamad Reza Badiei Gavarti estava no Irã (deve ter ido votar. Não que isso tem valido pra alguma coisa…). Portanto, com a ausência do réu na sessão – que tentaria (em vão) a reconciliação das partes – o processo segue, agora com pedido formal de indenização, por danos físicos e morais. Claro que isso deve demorar um pouco bastante…
O outro causo, contado no post Ervianópolis, teve um happy end. A Gláucia foi uma fofa, arcou com todas as despesas da batida, e meu carro tá bonitinho de novo. Eba!
No mais: eu apoio o Blog da Petrobras e repudio a decisão do STF contra a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo.
Bjomeliga!

Lamentável

19 fev

O legal do Jornalismo é que o dia-a-dia da profissão é bem parecido com tudo que se aprende na Faculdade. São os mesmo princípios de ética, noticiabilidade, imparcialidade, etc etc. Impressionante. Vejam na íntegra resposta recebida por assessora de imprensa que sugeriu pauta pra um veículo de Jaraguá do Sul:

Dona Sabrina; estou divulgando na edição de carnaval a matéria abaixo, mas juro, será a ultima matéria oiu mesmo artigos de alguém da empresa X se verificar novamente a empresa X fazendo investimentos só no nosso concorrente – (O jornal Y- menos de três mil exemplares/dia), ao invés de fazer as publicações aqui conosco – (média de 130 mil leitores por edição, e o que significa mais que os três jornais da RBS). Entendo que uma mão ajuda a outra a se lavarem…. Publicamos matérias a medida que somos contemplados financeiramente, afinal, temos custos na sobrevivência deste meio de comnunicação….

Fulano da Silva, editor.

ATT: Solitico que repasse isso a direção da empresa X, por gentileza.

Que maravilha =)

P.S: retirei os nomes para preservar a “empresa X”, que é cliente da Em Voga Comunicação.

Tas em Floripa

19 nov

Tema: “Inovação: a criatividade na era digital”. Palestrante: Marcelo Tas. Tem assunto e profissional da comunicação mais em voga(!) que estes atualmente?! Portanto, o último encontro do programa “O Brasil em Debate”, da Assembléia Legislativa, que acontece hoje a partir das 19h no Auditório Antonieta de Barros, na Alesc, é imperdível. Vagas são limitadas e provavelmente já esgotaram, mas garanti a minha (thanks, Bina!).
O apresentador do CQC, ou para alguns o eterno professor Tibúrcio, hehehe, vai discutir a transformação da informação em conhecimento através da revolução digital. A palestra será transmitida ao vivo para todo o estado pela TVAL (menos pra Floripa) e pelo site www.alesc.sc.gov.br (links TVAL e Rádio Alesc Digital). Então, se ficou sem lugar, dá pra acompanhar do mesmo jeito.
Será que além da “O Sr. é a favor do diploma em Jornalismo?” (aaargh!), vai ter pergunta sobre a época do Castelo Rá-Tim-Bum?! Afinal, como diz amiga minha: “os sem noção estão dominando o mundo!”. Na hora das perguntas aliás, no final das palestras, é quase impossível não sentir V.A, gente. Afff!

Professor Tibúrcio

Dasantigas: Professor Tibúrcio

Colírio para os meus olhos…

14 nov

“Sol aparece em Florianópolis (!)”. Acho que os professores de Jornalismo podem trocar o repertório e dar este exemplo de notícia/noticiabilidade na 1ª fase do curso… A “Cachorro morde homem na rua”, já tá muito batida (e nem é mais tããão notícia assim).
Bom, ele realmente apareceu. Que coisa boa! Bem-vindo Seu Sol, estávamos sentido a sua falta! Tomara que a sua passagem desta vez não seja rapidinha. Fique um pouco mais conosco, tá?! Obrigada =)
Ótimo encerrar esta semana cinzenta com um dia lindo como o de hoje, e com a perspectiva de um final de semana de paz (hm?!) e praia (e compras, of course) em Balneário Camboriú. Ótimo!
Tô tão feliz que vou escrever sobre coisas que me agradam. Como por exemplo, Justin Timberlake (suspiros…), que resolveu (ainda bem! Já tinha passado da hora! Hellooow!) virar o garoto-propaganda da sua marca, a William Rast. O fofíssimo e lindíssimo vestiu, literalmente, a camisa da W.R e agora anda pra cima e pra baixo com as camisetas da última coleção. Bela sacada, hein? Afinal, ele é um trend setter fortíssimo (traduzindo de forma simples e rápida para os menos entendidos do assunto “é um trend setter“: o que ele usa, vira moda).

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Como dizia matéria do Chic nessa semana: “Se tem uma coisa que Justin Timberlake sabe fazer bem é despertar desejo (ooo se sabe…) nas pessoas. Então, nada mais natural do que ele não tirar do corpo as peças de sua própria marca. Haveria, afinal, outro garoto-propaganda mais apropriado?”.
Não, não haveria.
Acho que se fosse ele, só ele, por si só, vestindo as peças de roupa (como meras coadjuvantes, claro) já seria um tremendo sucesso, mas o cantor/ator/dançarino/pop mega star/lindo foi além e fez uma campanha muuuito legal neste semestre…

William Rast

William Rast

My name is William Rast” apresenta um filme sobre o personagem homônimo, vivido por Justin, claro. Ao seu lado, Erin Watson, aparece na pele de Birdie, formando com William um casal de “foras-da-lei”. O filme foi muito bem produzido e é cheio de ação… Confiram parte do making of:

No site da marca tem a histórinha completa.
E pensar que ele vinha fazer show no Brasil em maio desse ano… ai ai… Quem sabe em 2009, né?! Vou torcer por isso!

Mais ou menos assim

16 out
Pedaço da minha mesa em Joinville

Pedaço da minha mesa em Joinville

Algumas pessoas têm perguntado qual é a minha “função” nas campanhas políticas das que fiz/faço parte. “O quê afinal tu fica fazendo aí, hein?”.

Pra esses curiosos, e para os outros que passam por aqui, deixo minha resposta, que vai um pouco além dos meus afazeres:

Tudo isso que está prestes a acabar em uma semana, começou muito tempo atrás. Para alguns no início do ano, para outros, em maio ou junho, e para mim, em julho. 

Os candidatos a prefeito, para chegar LÁ, precisam, entre muitas outras coisas ($$$), de boas campanhas, certo?  Certo. Para fazer essas campanhas, forma-se uma equipe, uma estrutura (física inclusive), como se fosse uma agência de verdade (e com prazo de validade), com profissionais de várias áreas – publicidade, jornalismo, cinema, computação gráfica, etc.

É mais ou menos assim (nas situações ideais – que, como eu já percebi, nem sempre são reais): tem O cara, o marqueteiro, que é quem define a estratégia da campanha, a linha pela qual vai seguir toda a comunicação da mesma – tanto os programas eleitorais gratuitos, quanto os comerciais. Depois dele, tem a agência de publicidade – cujos redatores escrevem os comerciais e às vezes os roteiros (que em alguns casos podem ser escritos por um roteirista, de fora da agência), sempre seguindo a mesma linha, definida pelo tal manda-chuva/marqueteiro. Para os comerciais e roteiros ficarem prontos e certinhos, as informações precisam ser atuais, corretas e exatas. Aí que eu entro: pesquiso e checo todos os dados “jornalísticos” (de todos os tipos imagináveis: de bairros da cidade a número de homicídios do local a número de automóveis, nascimentos, ambulâncias, etc.) pra passar pra eles.

Outra equipe que trabalha para o programa acontecer, é a de jornalismo: aquela que sai para fazer matérias, pegar depoimento das pessoas nas ruas, fazer enquetes e cobrir eventos e a agenda do candidato – como uma equipe de telejornal mesmo. Nos programas, vocês devem ter reparado que é meio comum ter matérias (mais ou menos) desse tipo, né? E é aí que eu entro de novo: faço a pauta desta equipe diariamente, levanto um monte de informações antes de irem para a rua, ligo para pessoas, marco horários para entrevistas, etc. Também repasso dados sempre que o pessoal que faz os comerciais solicita (e eu encontro!). E escrevo roteiros de alguns quadros dos programas. Também já fui pra rua fazer matéria. E já corrigi legendas dos programas. E dos comerciais. E também já dirigi entrevistado “importante”. E emprestei as minhas mãos para (ensaios de) comerciais. Sabem o Bombril? Tipo assim.

Tá, já falei da agência de publicidade, da equipe de jornalismo… Falta ainda a produção, que, em tese, é quem produz o que tiver que produzir (e olha que não é pouca coisa…), encontra personagens, atores e locações para os comerciais; também é responsável por organizar horários de gravação, transporte e locomoção das equipes, etc. Tem ainda os câmeras e seus assistentes (os do estúdio e os de externa); o pessoal da técnica, que cuida dos equipamentos; a maquiadora; o figurinista; a pessoa que cuida dos cenários; a tia que faz as comidinhas pra gente; o pessoal da limpeza; os motoras pra carregar todo esse povo pra cima e pra baixo e entregar as fitas nas emissoras sempre aos 44’ do segundo tempo; o financeiro (essencial!), que organiza e paga todas as contas; os editores, que são os que mais se ferram pra fechar os programas na madruga; os cabeçudinhos que fazem a computação gráfica; o pessoal da sonorização, que coloca as trilhas e efeitos; ah! Tem ainda a equipe responsável pelos programas de rádio – que grava os programas e comercias e tal. 

Mas, resumindo: são três “eixos” pra coisa toda acontecer: criação (publicidade e jornalismo), produção (se vira nos 30) e edição – cada qual com seu diretor-mor. Tudo isso convivendo diariamente durante alguns meses, no mesmo espaço. Claro que tem mais gente – o pessoal do comitê do candidato; o próprio e seus assistentes; o pai do candidato; os assessores; os figurões do partido do candidato; e os queridos e fofos que simpatizam com a “nossa” causa e ligam pra fazer denúncias bombásticas dos adversários que caem do céu no meu colo.

E também tem festa, cerveja e boteco.

A gente se ferra, mas se diverte.

É mais ou menos assim.