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Nova loja

10 dez

 

Lendo a Folha ontem, vi um anúncio que chamou minha atenção, afinal, não é qualquer empresa que pega duas páginas inteiras do maior jornal do país e fala “que este vai ser um dia histórico para o mundo da moda (…)”.  O fato em questão era a inauguração da nova loja da C&A no shopping Morumbi, em São Paulo.

Como a cidade é a vitrine da moda nacional (e até internacional: a Oscar Freire foi eleita, pelo 2º ano consecutivo, uma das 10 ruas mais luxuosas do mundo em pesquisa de marketing feita por um grupo ligado à francesa Presénce, responsável pelo programa Excellence Mystery Shopping), nada mais pertinente que montar uma loja-conceito num shopping da capital paulista e servir de vitrine para o resto do país.

A C&A inaugurada ontem (09/12), propões um novo conceito de arquitetura e design em um modelo eleito em julho como a “Loja da Semana” pela revista Retail Week, a mais importante publicação da Inglaterra sobre o setor de varejo. O projeto foi desenvolvido pela agência de design norte-americana Chute Gerdeman e a inspiração para a criação do ambiente foi o dia-a-dia das grandes cidades, de onde vieram referências como internacionalidade, diversidade, modernidade e inovação.

E parece ter de tudo mesmo: uma passarela logo na entrada da loja, que dá maior destaque às peças, com iluminação e posição estratégicas; um lounge para proporcionar maior comodidade e conforto àqueles que esperam por quem prova as roupas; melhorias nos provadores, etc. Ou seja: tudo para tornar o ato da compra o mais agradável possível.

 

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Com a introdução do novo conceito, a C&A ganha um importante diferencial no mercado de varejo de moda no Brasil, aliando design moderno e conforto. Interessante… Mais um íten na seção: o que fazer/ver em São Paulo.

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Daslu, 284

25 nov

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A Daslu lança hoje a 284, marca assinada por Bernardino, Luciana e Marcella Tranchesi e Helena Bordon, terceira geração da vitrine nacional da moda (para poucos).  Mais jovem e “acessível” (e este acessível é relativo. Bem relativo…), a 284 segue o conceito do urban wear: roupas para o dia-a-dia, mas com informação de moda, “revelando com irreverência a visão de quem vê a moda como uma forma de expressão”.
Dizem os herdeiros que vão oferecer produtos mais baratos (e este barato também deve ser relativo…), porém com as mesmas qualidades das outras marcas de luxo da loja. A 284, que venderá roupas masculinas e femininas, terá camisetas, calças jeans, camisas, vestidos para festas e acessórios cujos preços vão variar de R$90 a R$800. Além do calendário das quatro estações do mercado da moda, a 284 promete trazer novidades a cada 15 dias, seguindo a tendência do “fast fashion”, proposto por lojas como Zara e H&M, por exemplo. (E tô achando que a Hering pode enveredar pelo mesmo caminho… É só ver as transformações que a empresa catarinense – e do mundo – vem apresentando nos últimos tempos… Observemos!).
A nova loja dentro da Villa Daslu vai ocupar uma área de 300m², com dois andares interligados por escada rolante. Os consumidores vão poder encontrar ali também edições especiais e exclusivas dos calçados Melissa, Converse e Havaianas. 
Uma das coleções lançadas agora é a Naomi 284, inspirada no acervo pessoal que a top britânica Naomi Campbell reuniu em suas duas décadas de carreira internacional. Obviamente, a própria top atua como garota-propaganda de sua linha. A campanha foi clicada por Gui Paganini com direção de arte de Giovanni Bianco. Em entrevista à Folha de São Paulo da última sexta-feira, Naomi disse acreditar que oferecer produtos mais acessíveis é uma tendência irreversível da moda… (Hmmm…Observemos isso também).

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Ah, o nome da nova grife, que terá como público-alvo jovens entre 15 e 30 anos, é uma homenagem ao endereço original da antiga loja da Daslu que ficava no número 284 da Rua Domingos Leme, no bairro de Vila Nova Conceição, em São Paulo.
Aliás, falando em números, mas voltando para o mundo real, lembrei que quero ver o filme Última parada: 174. Eu vi o documentário, anos atrás, mas o filme do Bruno Barreto not yet. Deve ser bom, mas não menos triste. Este caso (o sobrevivente da Chacina da Candelária que se torna o vilão/vítima anos depois) é uma “vitrine” fiel da realidade nacional.

Fontes: Daslu, Folha de São Paulo e Gazeta Mercantil