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Chique e direto de Londres

30 jul

Não, não estou na terra do Big Ben, o sumiço deve-se à correria do dia-a-dia mesmo (e, sim, confesso: uma certa preguicinha de passar pelo Ateliê – culpa do frio!). Na verdade, Londres foi o cenário da campanha de Verão 2010 da marca Bossa Chic. As fotos ficaram ma-ra-vi-lho-sas e deixo aqui uma amostrinha do que vem por aí:

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A catarinense Elana Drago, modelo internacional, é a estrela da coleção do verão 2010 da Bossa Chic, marca assinada pela estilista catarinense Joana Almeida. As duas são amigas e Elana nem hesitou quando foi convidada para fotografar, em Londres, a coleção Rainha da Bossa, inspirada na monarquia inglesa, com peças bem modernas e que prezam o conforto e a sofisticação.

Corre lá!

1 jul

O inverno mal começou (oficialmente), mas as liquidações da estação mais fria do ano já aparecem em vitrines de tudo quanto é canto, afinal, as principais semanas de moda do país já apresentaram as apostas para o Verão 2010 – e daqui a pouco as roupictchas começam a chegas nas lojas.

Considerando que ainda virão muitos dias gelados pela frente (como o que faz hoje em Floripa), continua valendo à pena investir no guarda-roupa de inverno. A Elementais, marca baiana de moda feminina, por exemplo, está oferecendo descontos de até 40% em algumas peças, além de bônus em R$ acumulados com compras a partir de R$ 300,00 – e essa promoção dos bônus tem em todas as lojas Elementais espalhadas pelo país – Rio, BH, Salvador, etc. Quase que exclusivas, as roupas não duram muito no estoque, mas, mesmo em liquidação, a loja, que em Florianópolis está no shopping Iguatemi, recebe novidades toda semana. As roupas inéditas são apresentadas às clientes sempre às quartas-feiras no fim da tarde (tipo: hoje tem coquetel lá).

Já a coleção de Inverno da Bossa Chic, marca assinada pela estilista catarinense Joana Almeida, pode ser encontrada com descontos que variam de 10 a 40% nas lojas Fabiana Silva e Filomena Store, também em Floripa. As peças – que vão de vestidos, até camisas e casacos – são confortáveis, elegantes e femininas – ideais para as mulheres que querem sair de casa arrumadas para trabalhar e já esticar para um happy hour após o expediente (tipo: eu!).

Camisa Bossa Chic - Coleção Inverno 2009Camisa Bossa Chic – Coleção Inverno 2009

Ficam as dicas =)

Moda da Índia invade o varejo brasileiro

15 jun

No Brasil é assim: não há passarela mais influente do que a novela das oito da Rede Globo. Se Glória Perez situa sua trama na Índia, de imediato o País se torna a bola da vez e o comércio tem que correr atrás para atender o desejo dos consumidores. Ainda mais se conta com uma mãozinha do Oscar, que deu oito prêmios a uma película filmada em Mumbai, incluindo a de melhor filme.

A Índia ficou em voga no Brasil, graças à novela Caminho das Índias, da Globo, e o comércio não teve como se reestruturar tão rápido quanto seria necessário. O processo de importação leva aproximadamente nove meses. Se assim fosse, até as peças chegarem ao país, a moda já teria passado. É aí que a febre indiana se rende ao jeitinho brasileiro. Para atender à demanda, o comércio teve que se adaptar.

Em Florianópolis, na loja Elementais, a empresária Nadir Boa Sorte comemora essa onde de carona no ´boho´ e suas batas estampadas e confortáveis. Apesar de não ter uma estimativa, ela percebe que depois da novela global aumentou a procura por caftãs que estão à venda há pelo menos duas temporadas na Elementais. A produção da marca, no entanto, é totalmente made in Brasil: “Desenvolvemos com tecelagens locais a estamparia indiana. Mesmo no inverno nossas peças são coloridas e alegres, e neste momento, tem tudo a ver com a moda ditada pela Índia”, explica.

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Nem todos tiveram que correr e dar um jeito para se adequar à moda. Para as lojas que já investiam nos produtos indianos, a onda pró-Índia iniciada pela novela e pelo filme só ajudou. Afinal, esses estabelecimentos sempre tiveram seu público fiel, independente das últimas tendências. Em alguns casos, o que há é apenas uma ampliação no mix de produtos, conforme o que é mostrado na TV.

A loja Via Bali, na Lagoa da Conceição,  trabalha há 15 anos com produtos orientais e possui um público cativo. “Nós temos clientes fiéis, que consomem roupas, artesanatos, bijuterias e outros acessórios vindos daquela região rotineiramente”, explica a empresária Fernanda de Brito, que cria as coleções da marca. As peças vendidas na Via Bali são fabricadas no oriente e importadas para o Brasil , mas são produzidas exclusivamente para se adaptar ao gosto das mulheres ocidentais.

Fernanda conta que as peças indianas fazem sucesso por aqui porque se encaixam ao estilo das  mulheres práticas, que não abrem mão do conforto mesmo quando desejam estar bem arrumadas. Com a novela, a empresária tem percebido o aumento da curiosidade por produtos indianos em sua loja. “A TV aguça o interesse das pessoas por toda a cultura do oriente, seja pelas tradições, pela gastronomia ou pela moda. Na Via Bali temos, por exemplo, sáris muito parecidos com os usados pelas atrizes de Caminho das Índias, em seda pura e com as bordas douradas”, lembra Fernanda.

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A Arezzo também percebeu a tendência e desenvolveu a Edição Limitada Índia que chegou às lojas no último sábado (13/06). Inspirada no país que habita o imaginário brasileiro desde o início da novela da Globo, todas as personagens do núcleo indiano usam calçados e bolsas que foram desenvolvidos especialmente pela marca. Programada para permanecer nas lojas do Beiramar Shopping, Iguatemi, centro de Florianópolis e Balneário Camboriu até 23 de junho, a coleção aposta em bolsas e rasteiras decoradas com pedrarias, sapatilhas bordadas e de tressê de couro e colares com shapes étnicos que evidenciam combinações de cores típicas indianas, como laranja e pink. A iniciativa é parte do novo projeto Arezzo batizado de Edições Limitadas, que prevê a chegada de novidades nas lojas da rede a cada dez dias.

chinelo de pedras

Chanel, sempre

27 maio

“Coco antes de Chanel” estreia em outubro nos cinemas brasileiros, mas o trailer já tá rodando na Internet há algum tempo. No Brasil, os fãs de Chanel e os apaixonados por moda esperam ansiosamente pelo filme – que gerou polêmica (normal já que estamos falando dela…) antes mesmo de estrear lá fora, pois o cartaz mostrava a estilista com um cigarro na boca – imagem que foi proibida pelo governo francês (sabem aquele lance de “ser mais real que o Rei”? Pois é…).
Com Audrey Tautou (a Amélie Poulain e a mocinha Sophie de “O Código da Vinci”) na pele de Gabrielle Chanel, o longa conta como uma menina humilde, que cantava em cafés para sobreviver, se tornou a primeira grande dama da moda e uma das maiores estilistas que o mundo já teve.
Deixo o trailer aqui pra quem ainda não viu:

E por que falar sobre isso agora? Porque acabei de ler esta frase “Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher”. É… Chanel, sempre Chanel.

Adoro Moda

14 abr

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Ser um guia completo para lojistas, consumidores, empresários e estudantes de moda. Este é o objetivo do Adoro Moda, portal que foi lançado ontem (dia 13 de abril) e que reúne em um só local vitrines de produtos, agenda de eventos e cursos da área, dicas de profissionais e consultores de moda, além de parceria com instituições de ensino.

O projeto é do escritório Passarela Fashion Office, de Florianópolis, e surge com a proposta de ser um site referência e um ponto de convergência do maior número possível de informações do mercado local da moda. “Já existem sites similares ao Adoro Moda em outras cidades, mas em Santa Catarina é inédito”, explica Giselle Silveira, criadora do projeto. 

Um dos destaques do Adoro Moda é o guia de lojas, que vai disponibilizar a ficha completa dos estabelecimentos que se associarem ao portal. “Se a marca X for sócia, terá um site dentro do nosso. Por exemplo: http://www.adoromoda.com.br/marcax. Nesse link o internauta vai saber a localização da loja, quais os produtos que encontra ali, além de uma vitrine virtual que terá inclusive os valores das peças”, completa a empresária. 

O Adoro Moda também vai ter no “Oportunidades de trabalho”, vagas de estágio para estudantes de moda e empregos para estilistas, vendedores, consultores e etc. Em princípio, a área de abrangência do portal será a região da Grande Florianópolis, mas, segundo Giselle, a tendência é expandir a cobertura para demais cidades do estado.

Para mais informações, envie e-mail para  contato@adoromoda.com.br. 

E a moda?

30 jan

Nem a mini, mas mega multicolorida Carmen Miranda, que serviu de inspiração para a última SPFW (18 a 23/01) e ressurgiu nos corredores do prédio da Bienal de São Paulo, conseguiu clarear a escuridão das passarelas da maior semana de moda da América Latina. Salvo raras exceções, o que se viu foi preto. Muito preto. As coleções de inverno geralmente são mais sóbrias (o que é super normal e esperado), mas desta vez até a imprensa internacional que veio cobrir o evento, chiou, afinal, queria ver a moda colorida do Brasil! Moda “com cara de Brasil” (não sei o que é isso e nem se existe, mas tudo bem…).

Até Lino Villaventura foi de preto na coleção Inverno 2009

Até Lino Villaventura foi de preto na coleção Inverno 2009

Mas é culpa de quem o preto ser eleito como a cor do inverno 2009 por praticamente todos os estilistas? Dela, claro. Sempre ela. A tal da crise. Nem a moda passa incólume (!) à dita cuja. O momento atual é de tensão, apreensão e perspectivas nada otimistas ao redor do mundo. E como a moda nada mais é que um retrato da realidade e nasce de acordo com o que se vê nas ruas, o resultado não podia ser outro. Roupas sóbrias, escuras, mais simples e sem exageros – como já apontava a tendência Grau Zero (citada aqui no Ateliê em novembro de 2008).

Não se sabe ao certo o que vai acontecer com a gente, com a economia, com a vida e com o Planeta no qual vivemos diante de um cenário tão feio e sinistro, também não é possível prever o caminho que vai trilhar a moda. Portanto resolvi olhar pra trás e relembrar o que aconteceu com as roupas quando aconteceu a última grande crise econômica mundial. Foi mais ou menos assim:

Após uma década de euforia, a alegria dos “anos loucos” chegou ao fim com a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes. Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas perderam seus empregos.

Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias.

As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. Os vestidos eram justos e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, também bastante usado na época. Em tempos de crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram os anos 30, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns pesquisadores acreditam que foi a evolução dos trajes de banho a grande inspiração para tais roupas decotadas.
(…)
A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva, o modelo de beleza da atriz Greta Garbo. Seu visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi também muito imitado pelas mulheres. 

Greta Garbo

Greta Garbo

É, vamos ver o que reserva o futuro para os nossos guarda-roupas…

Fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br/anos30.htm

Sapatinhos mineiros

22 dez

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Sapato é uma das minhas (várias) paixões na moda. Adoro. Tanto quanto (e às vezes até mais que) roupa. Toda vez que venho a Belo Horizonte aproveito para comprar alguns pares. Coisa pouca, sabem? Apenas o suficiente para não adquirir mais nenhum por vários meses (anrã). Sempre encontro coisas lindas e baratas por aqui. Hoje não foi diferente. Fui até a Savassi (região beeem bacana com as lojas de ruas mais legais de BH. Tipo uma prima mineira e menos rica da Oscar Freire) e adorei o que eu vi e comprei. Essa sapatilha vermelha de camurça foi um dos itens consumidos. Linda, né?! O preço mais ainda: R$ 59,90. Depois dela teve mais uma sapatilha. E uma rasteirinha. E um sapato maravilhoso, que um dia tinha custado R$ 270,00, mas hoje saiu por R$ 60,00! Ou seja: com o valor que paguei pelos quatro pares, conseguiria comprar um e meio na cidade onde moro. Ai ai… Novidade. Ah! Risquem a sapatilha vermelha da lista de aniversário também! =)