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Obama. Na moda.

6 nov

Sobre o comentário da jornalista/blogueira/amiga/irmã Júlia Antunes Lorenço, no post “Obama. Em Chicago e no mundo” (publicado aqui ontem):

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Júlia:
Pois é, Chicago em voga e Obama na moda. Não seria de estranhar que em breve ele apareça estampado nos biquínis e que nasçam alguns Obama da Silva.

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Queria reforçar que Obama está sim, literalmente, na moda. Está nas passarelas (apareceu na Semana de Moda de Paris recentemente), nas camisetas (já pedi a minha pra Rachel, que vai hoje para NY! Porque sim, eu – ainda – acho ele o máximo!), nos brincos e correntes, nos tic-tacs, nas bolsas e até em gravata. Pelo menos é o que se vê no hemisfério Norte – EUA e alguns países da Europa. O presidente virou ídolo antes mesmo de ser eleito. A onda pró-Obama saiu do nível político-financeiro-social e invadiu o mundo da moda:

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Não é de se estranhar que isso tenha acontecido/esteja acontecendo, afinal, este movimento é a cara dos States. Eles adoram ícones e heróis, adoram um espetáculo, e, mesmo no meio da crise, são o país do consumo desenfreado – que eu espero, mesmo, que passe a ser mais consciente daqui pra frente. O planeta Terra agradece.
Não basta ser o presidente do United States of America, Barack Obama é a celebrity número 1 do momento. Falar em celebridade, algumas figurinhas conhecidas do cenário fashion e hollywoodiano declararam apoio a Obama antes e depois de terça-feira: Donatella Versace, Sarah Jessica Parker, Anna Wintour, Júlia Roberts, Leonardo Di Caprio, Beyoncé, Hale Barry, Madonna, Oprah Winfrey, George Clooney, Lindsay Lohan,  Michael Moore – só pra citar alguns.

E, Júlia, os “Obama da Silva” devem estar a caminho. No Quênia, a onda já pegou: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/11/06/batizar_filhos_de_obama_vira_moda_no_quenia-586278804.asp

(Geeeeeeeeeente! Acabo de perceber que falei de moda e política no mesmo post, que liiindo!!!)

Fontes: Portal Use Fashion, Fashion Bubbles, O Globo

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Fique Em Voga!

29 out

Já que este blog tá uma salada mesmo (e por enquanto os ingredientes principais são moda e política – os dois assuntos que dominam a minha vida hoje em dia), sem um foco muito claro e delimitado (se bem que o Ateliê é meu e faço dele o que quiser :P), resolvi também usá-lo como uma ferramenta de trabalho. Sério. Quero montar um “mailing cool” (VIPS mais legaisinhos e jovenzinhos e moderninhos) de Floripa e sei que todos vocês, leitores fiéis (pufff) se encaixam exatamente neste perfil (hmmm).

Portanto, se você quer ficar Em Voga, conhecer em primeira mão lançamentos de marcas beeem bacanas, ser convidado para os desfiles mais disputados, as festas mais legais, coquetéis mais agitados, rodadas de champanhe em plena segunda-feira e correr o risco de aparecer em uma ou outra coluna social no dia seguinte, deixe seu nome aqui embaixo ou mande um e-mail para clarissa@emvoga.com.br (com seu nome, endereço, telefone etc.).
É sério tá gente?! Tô atualizando meu mailing e queria contar com a colaboração de vocês. Não é nenhum sacrifício entrar no circuito badaladinho de Floripa, é?! Ah, bom!

Mais ou menos assim

16 out
Pedaço da minha mesa em Joinville

Pedaço da minha mesa em Joinville

Algumas pessoas têm perguntado qual é a minha “função” nas campanhas políticas das que fiz/faço parte. “O quê afinal tu fica fazendo aí, hein?”.

Pra esses curiosos, e para os outros que passam por aqui, deixo minha resposta, que vai um pouco além dos meus afazeres:

Tudo isso que está prestes a acabar em uma semana, começou muito tempo atrás. Para alguns no início do ano, para outros, em maio ou junho, e para mim, em julho. 

Os candidatos a prefeito, para chegar LÁ, precisam, entre muitas outras coisas ($$$), de boas campanhas, certo?  Certo. Para fazer essas campanhas, forma-se uma equipe, uma estrutura (física inclusive), como se fosse uma agência de verdade (e com prazo de validade), com profissionais de várias áreas – publicidade, jornalismo, cinema, computação gráfica, etc.

É mais ou menos assim (nas situações ideais – que, como eu já percebi, nem sempre são reais): tem O cara, o marqueteiro, que é quem define a estratégia da campanha, a linha pela qual vai seguir toda a comunicação da mesma – tanto os programas eleitorais gratuitos, quanto os comerciais. Depois dele, tem a agência de publicidade – cujos redatores escrevem os comerciais e às vezes os roteiros (que em alguns casos podem ser escritos por um roteirista, de fora da agência), sempre seguindo a mesma linha, definida pelo tal manda-chuva/marqueteiro. Para os comerciais e roteiros ficarem prontos e certinhos, as informações precisam ser atuais, corretas e exatas. Aí que eu entro: pesquiso e checo todos os dados “jornalísticos” (de todos os tipos imagináveis: de bairros da cidade a número de homicídios do local a número de automóveis, nascimentos, ambulâncias, etc.) pra passar pra eles.

Outra equipe que trabalha para o programa acontecer, é a de jornalismo: aquela que sai para fazer matérias, pegar depoimento das pessoas nas ruas, fazer enquetes e cobrir eventos e a agenda do candidato – como uma equipe de telejornal mesmo. Nos programas, vocês devem ter reparado que é meio comum ter matérias (mais ou menos) desse tipo, né? E é aí que eu entro de novo: faço a pauta desta equipe diariamente, levanto um monte de informações antes de irem para a rua, ligo para pessoas, marco horários para entrevistas, etc. Também repasso dados sempre que o pessoal que faz os comerciais solicita (e eu encontro!). E escrevo roteiros de alguns quadros dos programas. Também já fui pra rua fazer matéria. E já corrigi legendas dos programas. E dos comerciais. E também já dirigi entrevistado “importante”. E emprestei as minhas mãos para (ensaios de) comerciais. Sabem o Bombril? Tipo assim.

Tá, já falei da agência de publicidade, da equipe de jornalismo… Falta ainda a produção, que, em tese, é quem produz o que tiver que produzir (e olha que não é pouca coisa…), encontra personagens, atores e locações para os comerciais; também é responsável por organizar horários de gravação, transporte e locomoção das equipes, etc. Tem ainda os câmeras e seus assistentes (os do estúdio e os de externa); o pessoal da técnica, que cuida dos equipamentos; a maquiadora; o figurinista; a pessoa que cuida dos cenários; a tia que faz as comidinhas pra gente; o pessoal da limpeza; os motoras pra carregar todo esse povo pra cima e pra baixo e entregar as fitas nas emissoras sempre aos 44’ do segundo tempo; o financeiro (essencial!), que organiza e paga todas as contas; os editores, que são os que mais se ferram pra fechar os programas na madruga; os cabeçudinhos que fazem a computação gráfica; o pessoal da sonorização, que coloca as trilhas e efeitos; ah! Tem ainda a equipe responsável pelos programas de rádio – que grava os programas e comercias e tal. 

Mas, resumindo: são três “eixos” pra coisa toda acontecer: criação (publicidade e jornalismo), produção (se vira nos 30) e edição – cada qual com seu diretor-mor. Tudo isso convivendo diariamente durante alguns meses, no mesmo espaço. Claro que tem mais gente – o pessoal do comitê do candidato; o próprio e seus assistentes; o pai do candidato; os assessores; os figurões do partido do candidato; e os queridos e fofos que simpatizam com a “nossa” causa e ligam pra fazer denúncias bombásticas dos adversários que caem do céu no meu colo.

E também tem festa, cerveja e boteco.

A gente se ferra, mas se diverte.

É mais ou menos assim.